Japão: NTT DoCoMo, KDDI, SoftBank e Rakuten Mobile assinam memorando para estudar a partilha de infra-estrutura 5G em ondas milimétricas (28 GHz) — estações-base, repetidores e modelos operacionais, mantendo cada um a sua implantação
Os quatro operadores móveis japoneses assinaram um memorando de entendimento para um estudo conjunto sobre a viabilidade técnica de alargar a cobertura mmWave através de infra-estrutura partilhada — estações-base, repetidores e «outros activos relacionados» — e sobre modelos operacionais eficientes para a gerir, sublinhando que cada um continuará a implantar equipamento próprio. Justificam-no com as características de propagação da banda: a atenuação e o bloqueio por obstáculos exigem «um grande número de estações-base», tornando a expansão rápida «um desafio de toda a indústria». O mmWave ficou à margem desde que a indústria se concentrou nos 3,5 GHz — no Reino Unido o leilão de 28/40 GHz não passou do preço de reserva de 39 M£ — mas o foco em 5G-Advanced e reforços de capacidade pode devolver-lhe relevância.
Porquê importa: Se até o mercado mais denso e capitalizado do mundo conclui que o mmWave só é economicamente viável partilhado, a lição para Angola, Moçambique e Brasil é dupla: as faixas altas (26/28 GHz) não devem entrar nos leilões como fonte de receita, e a partilha activa de RAN — que a INACOM e a Anatel ainda tratam como excepção — vai ser a norma nas bandas de capacidade. Vale como argumento para as operadoras nas próximas consultas de espectro.
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