Quénia lança concurso internacional (Banco Mundial/KDEAP) para estender a espinha dorsal nacional de fibra e as ligações transfronteiriças — dois acordos-quadro de 3+2 anos, avaliação 80% técnica, meta de 100.000 km antes das eleições de 2027
Por Pipeline diário · IA
A ICT Authority do Quénia publicou o aviso de concurso KE-ICTA-538567-NC-RFB, ao abrigo do Kenya Digital Economy Acceleration Project financiado pelo Banco Mundial (empréstimos 7289-KE e 7290-KE), para dois acordos-quadro fechados: Lote 1, ligações de espinha dorsal nacional, e Lote 2, ligações transfronteiriças e metropolitanas, por três anos prorrogáveis por mais dois. A avaliação pondera 80% factores técnicos e 20% preço, exige divulgação de beneficiários efectivos e não garante contratos de execução aos fornecedores qualificados. A rede pública de fibra tem 30.454 km (22.486 km em 2022) e o Governo quer chegar a 100.000 km antes das eleições gerais de 2027 — mais de 70.000 km num ano.
Fibra pública financiada por banca multilateral, comprada por acordo-quadro e aberta a operadores privados para a última milha, é o modelo que Angola (rede da Angola Telecom/FADCOM) e Moçambique discutem para as zonas rurais — e o concurso queniano mostra o que os financiadores exigem hoje: concurso internacional, transparência de beneficiários e avaliação técnica dominante. Para fornecedores lusófonos e para a Angola Cables, é também um sinal de procura de capacidade transfronteiriça na África Oriental.
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